Cladogênese existencial.

 

" Eu, filho do carbono e do amoníaco,

Monstro de escuridão e rutilância,

Sofro, desde a epigênesis da infância,

A influência má dos signos do zodíaco. "

Com essa parte de psicologia de um vencido, poesia de Augusto dos Anjos, eu gostaria de começar a minha própria, um poema, pra ser exata.


Cladogênese existencial.

Desde o momento que o mundo se quebrou formando os continentes, eu me pergunto que tipo de dor límbica sofreu a maioria da espécies. 
As coisas mais complicadas vêm dos seres humanos e seus sentimentos.

Quando você se convence de algo e vê de novo.
Quando uma coisa te reconquista quando você vê algo novo.

Quanto é o mais entediante e revoltante que isso pode ser?
Qual é a pior coisa que isso pode fazer ocorrer?

Cladogênese, quando a terra se parte e faz um só ser se variar em duas espécies.
Quando o meu sistema límbico se parte e faz o pior desejo voltar a aparecer.

Quando tudo que eu queria era um pouco de paz, parece que eu mesma não entendi o meu próprio recado. 

Carbono e amoníaco, por que tamanha criação mal pensada quando dois seres não vêem da mesma forma? 
E ao mesmo tempo qual a graça se todos vissem da mesma forma?
E quanta paz que isso poderia causar?



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