Memoir
Não sou ruim de fato
Só incompreendida
Reativa, impulsiva
Emocionada ?
Quando você diz se arrepender, será verdadeiro?
Vivo presa no mundo das memórias
Sem saber e aceitar
Que preciso mesmo é viver
Não quero mais ser puxada pro passado
Por mais recente que ele seja
Ou antigo
Muito antigo
Preciso renovar minhas sinapses
Academia, neuroplasticidade
Qualquer coisa
Que me leve daqui
Os arranhões nas pernas provam a autodestruição
Não me sinto mais confortável em contar nada
Queria você se arrependesse de verdade
Pois mesmo perdoando, ainda dói
Mesmo perdoando, ainda quero respostas
E têm os que eu não perdôo
E vou ter que lidar
Não há amigos
Ou coisas sólidas
Só esperança e delirium
Errei o suficiente pra você também ter que me perdoar
Eu tive que escolher
Só eu posso fazer as melhores (ou piores) escolhas por mim
E eu escolho
Que para renovar as sinapses é preciso novos estímulos
Por favor, Deusa
Que eu não decepcione mais ninguém dessa vez
Que eu finalmente encontre a felicidade e o equilíbrio
Estou mais perto do que longe.
Amanhã não tem escapatória.
Ps: todas as minhas poesias seguem um padrão: tristeza > esperança. Eu mantenho também o padrão de escrever quando estou triste.
A autora diz: dessa vez, mais auto consciente, isso não é só uma poesia.


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