Brilho eterno de uma mente sem lembranças: neurociência, cognição e sentimentos.


 

A primeira vez que eu assisti Brilho eterno de uma mente sem lembranças eu tinha acabado de descobrir a neurociência. 

Todo mundo já tinha falado desse filme e ao ler a sinopse eu já sabia que ia se tratar sobre algo interessante relacionado a mente. 

A ideia aqui não é fazer uma resenha, mas compartilhar minha visão pelo lado neurocognitivo e acima de tudo sem esquecer de todas as complexidades dos sentimentos humanos.


Na primeira vez que eu estava terminando esse filme, eu estava praticamente chorando pensando em como a mente era incrível e como ela podia criar coisas que jamais seriam verdade, ou relembrar coisas que jamais aconteceriam de novo. 

Em boa parte pelo meu lado sentimental, onde todos os meus amores românticos foram vivenciados somente na minha mente. 

Deixo abaixo a cena que me fez pensar nessa frase, e depois disso eu só fiquei ainda mais encantada pela cognição e subconsciência humana. 



Essa cena da última lembrança, quando eles falam sem julgamentos, sem raiva ou receio. Só ouvindo um ao outro.

É de fato algo tão puro e bonito, por um momento parece que se sempre tivessem falado assim nada ruim jamais teria acontecido. 

Ao mesmo tempo em que tudo desmorona por ser só uma lembrança, é ele falando o que sentia naquele momento, e tudo acontecendo na mente dele. 

Com toda beleza e coragem de falar o que sente, conversando com sinceridade, pedindo desculpas, e quando ela diz "Vamos ao menos fingir que tivemos uma despedida". 

Tudo isso aconteceu na mente do Joel, ele sabia o que sentiu, e naquele momento tudo se integrou e foi perfeito sem realmente ser real (apesar da mente não saber diferenciar o que se imagina da realidade,o que só melhora isso). Nesse momento eu pensei em toda a capacidade da mente humana, toda a capacidade de viver os seus maiores desejos e os seus maiores amores. 

É claro que a neurociência e a capacidade cognitiva vai muito além disso, mas esse filme e em especial essa cena mostra como pode ser incrível quando os nossos sentimentos fazem os nossos maiores desejos se tornarem realidade na nossa mente. E tudo apenas na nossa mente. 


Por mais que nem todos os nossos pensamentos sejam fatídicos, e que a maioria das coisas que acontecem na nossa mente sejam as menos concretas em nossa memória é interessante se deixar levar por como as coisas podem ser bonitas na nossa mente. 


Dedico essa citação do filme à mim mesma. 
Muitas vezes pensei em "curar" parceiros.
E agora essa citação do filme se aplica bastante.

"Decided that once again I was just dreaming
Of bumping into you"



Uma mente sem limites, Como o brilho eterno de uma mente sem lembranças. :)


Agora deu vontade de ver aqueles lindos romances de ficção..

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