Antiquário

 Caindo como as folhas ao vento nos próprios pensamentos

Nas próprias palavras


Acho que não estou pronta para me perder de mim mesma

Todas dizem, todas exaustas

Eles não sabem, mas elas sentem

Elas vivem


Crianças sorrindo, adoráveis

Em qual ponto passamos a nos desentender? 

Em qual ponto passamos a mudar e não sermos mais tão adoráveis assim?


Pensar em deixar o ninho me assusta

Mas a ideia de liberdade e de voar é maior que o medo

Vou cair como uma folha da árvore, ou como um pássaro pronto pra viver?


Júpiter me fez querer conhecer Porto Alegre

Você me ofereceu um lugar pra ficar

Mas não reconheceu a beleza que talvez eu encontre nesse lugar

No Germânia e nas pontes do Redenção

Será que finalmente você vai mudar?


Deixar esse lugar me trás um medo verdadeiramente pela primeira vez

Mas eu tenho que ir.


Sonoridade emerge 

Existem antiquários hoje em mim.

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