Pecado não original.

  Pensei mesmo que era uma Miranda de Sex and the City, ela é a mais estudiosa e livre de todas elas, casar com o pai do filho? nem pensar! vamos criar eles juntos, mas sem casamento. Deixar de trabalhar quando se casar? era fingimento ter vida própria e interesses próprios então?!

Ou talvez a Carrie Bradshaw? Eu gosto de escrever, afinal, e tenho dificuldade nos relacionamentos com os homens (mas quem não tem de todas elas?). 


 Eu tinha feito um teste online e deu que eu era Charlotte, uma clássica romântica (apesar de eu não beirar o conservadorismo igual ela). 

Você, meu caro leitor, deve estar pensando que isso tudo é uma grande besteira, mas vou dizer que realmente me trouxe uma reflexão interessante. 


Com a gravidez da Miranda, e com as falas das mulheres da minha família, eu simplesmente vi uma coisa: não estava pronta para me perder de mim mesma e do meu auto conhecimento pra cuidar de outro ser humano (e muitas vezes, como esposa, cuidar do marido como bônus), não consigo me imaginar nesse momento me dedicando tão profundamente a outro ser humano pra ver ele 100% bem.


 É uma delícia simplesmente estar livre, poder fazer o que quero, quando quero, mesmo que com as limitações da realidade humana. Não tenho pesos ou obrigações tão profundas como criar outro ser humano. Eu só tenho que cuidar e salvar a mim mesma, e isso já é muita coisa.


 Mas no fim das contas, mesmo que tenha definitivamente adiado meu plano de ter um filho, será que sou realmente uma Charlotte? Ou será que isso é só uma capa pra minha tendência de permanecer em relacionamentos complicados? Ou simplesmente não desistir deles? 


"Minha querida amiga Charlotte, A eterna otimista, que sempre acredita no amor".





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